iHumboldt ForumMitte
Um projeto de filme e pesquisa de Deepak Tolange sobre o kosh do Chaturmukh Shiva Linga, revestido de cobre dourado, na coleção de arte asiática de Berlim, e sobre a perda do património cultural do Nepal.
Prévia: escrita antes da abertura da exposição
A bainha de cobre no centro deste projeto tem cerca de 50 cm de altura, quase 200 anos e traz inscrições com os nomes dos doadores que a ofereceram a um templo em Catmandu. Segundo as pessoas de lá, foi roubada duas vezes. Da primeira, conseguiram recuperá-la. Da segunda, nunca voltou e, em 1993, o Museum für Indische Kunst de Berlim comprou-a a uma galeria em Radevormwald. Desde 1956, o Nepal proíbe a exportação de objetos deste tipo.
O antropólogo visual nepalês Deepak Tolange reconstituiu essa história com Sophia Bokop, investigadora de proveniência do museu, filmando entrevistas com devotos e estudiosos ligados ao templo. No filme, documentos históricos são colocados lado a lado com registos do culto a Shiva nos dias de hoje. Num podcast da SMB, Tolange disse sobre a bainha: «É um ser vivo. É um deus.»
A peça está na sala 312, no terceiro andar, nas coleções de arte asiática e etnológicas (bilhete da exposição: 9 €). Tolange e os curadores conduzem visitas comentadas ao meio-dia, no fim de semana de abertura, a 28 e 29 de novembro.
O filme de Tolange
Procure os registos documentais do culto a Shiva nos dias de hoje, apresentados ao lado de documentos históricos sobre a bainha e a perda de objetos sagrados do Nepal.
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