iHauser & Wirth · Chelsea
Esta exposição já terminou.
O mais recente corpo de trabalho do artista George Rouy, radicado em Londres, apresentado em exposições sequenciais com a Hannah Barry Gallery, que explora o corpo humano em estados de transformação, reconstrução e devir.
Site do museuEm Reprise, Reprise, o mesmo rosto surge duas vezes, lado a lado, em duas cores. Os lábios, as sobrancelhas e a testa coincidem, mas as pequenas diferenças, como escreveu Alonso Araujo para a Footnotes Collective, «evocam duas pessoas inteiramente diferentes». Toda a exposição parte dessa ideia: uma imagem que regressa ligeiramente alterada.
A exposição reúne telas com bem mais de dois metros de altura, onde os corpos oscilam entre a pele modelada e manchas de cromo e grafite. Em Floodlight, um holofote comprime uma multidão de corpos, uns contra os outros, inspirada num protesto em Londres. As pinturas da série Procession, em tons de vermelho terroso e desbotado, mostram figuras maiores do que a vida, erguidas no ar, numa pose que a galeria remete para a pietà. A outra parte do projeto esteve em exposição na Hannah Barry Gallery, em Londres.
A crítica dividiu-se. Hope Thomson, da Room Services, apreciou a instabilidade dos corpos; Araujo classificou o trabalho como «natural, embora seguro». A entrada é gratuita, sem necessidade de reserva, no 542 West 22nd Street, de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, até 17 de outubro.
Reprise, Reprise (2026)
Procure dois grandes planos do mesmo rosto, lado a lado: os traços são quase idênticos, mas ainda assim parecem pertencer a duas pessoas diferentes.
Floodlight (2026)
Uma tela com cerca de 2,4 por 2,7 metros, onde os corpos se comprimem e atravessam uns aos outros, do negro ao branco quase estourado; o próprio holofote surge no canto superior esquerdo.
Split Terrain (2026)
Uma figura masculina pintada inteiramente a preto e branco, que a Room Services comparou a uma radiografia ou a uma fotografia de Mapplethorpe.
Procession III (2026)
Da nova série Procession: figuras maiores do que a vida, erguidas no ar em tons terrosos; os vermelhos estão tão gastos que as formas parecem escavadas na superfície.
Já viu as exposições de Rouy em Londres ou em Los Angeles: um crítico considerou que esta, em grande medida, repete as anteriores.