iMais de 300 peças de mais de 190 criadores, provenientes da coleção recentemente doada pela joalheira e galerista Tereza Seabra, traçam a evolução da joalharia contemporânea entre 1970 e 2025.
Uma das peças desta exposição é uma gargantilha feita de película de cebola. Outra é uma simples pulseira de borracha preta, de Otto Künzli, com ouro maciço escondido no interior. Bárbara Coutinho, diretora do MUDE, diz que o valor está no conceito, não no material.
São 346 obras de 196 criadores, 84 portugueses e 112 internacionais, provenientes da coleção que Tereza Seabra doou à cidade. As mais antigas datam de 1968. A curadora Marta Costa Reis organizou-as por tipo, escala e relação com o corpo, dos alfinetes e anéis às grandes gargantilhas. Uma gargantilha de homenagem a Seabra, criada coletivamente, está na cave-forte do piso -1. Uma peça feita com carcaças de telemóveis antigos é como a gaveta de telemóveis avariados que os teus pais guardam em casa, finalmente exposta numa vitrina.
Fica no piso 2, ao lado de Coexistências. O bilhete para a exposição temporária custa 11 € (15 € com a exposição de longa duração), e o MUDE está aberto até às 20h às sextas-feiras e aos sábados até março. Patente até 31 de janeiro de 2027.
Mais de trezentas peças de mais de 190 criadores, da coleção que a joalheira e galerista Tereza Seabra doou ao MUDE. Estão expostas no antigo banco da Rua Augusta, onde se espera que a joalharia seja guardada.
O colar de película de cebola
Um grande colar feito de película de cebola, um material efémero entre as peças de maiores dimensões que adornam o pescoço.
A pulseira de borracha de Otto Künzli
Por fora, é de simples borracha preta; no interior, esconde ouro maciço.
A obra de Carla Castiajo em cabelo humano
Joalharia feita de cabelo, uma de várias peças criadas com materiais do quotidiano ou do corpo.
A gargantilha de homenagem na cave-forte
Uma gargantilha criada coletivamente em homenagem a Tereza Seabra, exposta na cave-forte do museu, no piso -1.