iMassArt Art MuseumMission Hill / Longwood
Esculturas matematicamente distorcidas que deformam símbolos familiares da identidade norte-americana, incluindo novas obras originalmente concebidas para o US Pavilion na Venice Biennale de 2026.
A primeira coisa que se encontra é uma bandeira norte-americana, do tipo que cobre os caixões de militares, pendurada na parede como se tivesse derretido. É uma das quatro bandeiras que Robert Lazzarini planeou para o US Pavilion na Venice Biennale deste ano, numa proposta que acabou por ruir quando o patrocinador, a University of South Florida, retirou o apoio.
Nove obras ocupam a Bakalar Gallery; cada uma é feita do mesmo material que o objeto que reproduz, depois derretido ou deformado até deixar de funcionar. A MAAM encomendou mais duas peças do projeto para Veneza: um púlpito de madeira do século XVII, vindo de uma casa de reuniões, e 12 xilogravuras em espiral baseadas no mapa de Waldseemüller de 1507, o primeiro a dar o nome América ao continente. Mais ao fundo, um telefone de disco, um cofre e uma cadeira institucional surgem em perspetiva forçada, sob uma luz fluorescente intensa.
Kim Córdova, do The New York Times, considerou que as peças de Veneza eram o verdadeiro atrativo, mas achou que a exposição ficava presa a objetos coloniais e de meados do século XX. A entrada é gratuita, sem necessidade de bilhete, e às quintas-feiras a exposição está aberta até às 20h.
Símbolos familiares da identidade americana, distorcidos matematicamente até perderem a forma, incluindo obras novas concebidas originalmente para o Pavilhão dos EUA na Bienal de Veneza de 2026.
A bandeira derretida
Repare numa bandeira norte-americana de tecido, do tipo que cobre caixões de militares, descida pela parede como se tivesse derretido: uma das quatro previstas para Veneza.
As xilogravuras de Waldseemüller
Doze xilogravuras em espiral, uma por cada folha do mapa de 1507 que identificou pela primeira vez a América como uma massa terrestre distinta.
A barreira de segurança em forma de massa
Uma barreira policial de Nova Iorque esticada e torcida até parecer um conjunto de massas de aspeto cómico, em diálogo com o púlpito colonial deformado.
As placas de rua crivadas de balas
Duas placas derretidas numa parede próxima, «Dead End» e «Private Property. No Trespassing», ambas crivadas de balas.
Os objetos da parede do fundo
Um telefone de disco Western Electric da série 500 e um cofre metálico cinzento com a porta arrancada pela explosão, ambos representados em perspetiva forçada.
Procura arte sobre o funcionamento do poder nos dias de hoje: a crítica do The New York Times considerou que a exposição ficava presa a objetos coloniais e de meados do século XX.