iMassArt Art MuseumMission Hill / Longwood
Os artigos 25 e 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos compostos por balões dourados de Mylar em forma de letras, que se esvaziam ao longo da exposição. Stephen D. Paine Gallery.
A letra C só apareceu mais tarde. Enquanto Banu Cennetoğlu montava a instalação, todas as encomendas marcadas com C chegavam contendo um B; por isso, os assistentes estudantes que trabalhavam junto aos cilindros de hélio contornavam as lacunas nas cópias anotadas do texto. A obra concluída reproduz os artigos 25 e 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos — os direitos a um nível de vida digno e à educação — em balões dourados de Mylar em forma de letras.
A entrada fica sob letras gigantes, reunidas em aglomerados densos, presas com cordão de algodão branco a bancos e pesos, e suspensas até ao teto. Robin Hauck, numa crítica publicada na Misstropolis, garante aos leitores que aquilo não é uma festa de aniversário das Kardashian e chama-lhe «um retrato do próprio tempo». Os balões começam a perder hélio assim que são cheios; ao longo dos meses, as letras vergam, enrugam e inclinam-se umas sobre as outras.
Hauck aconselha a visitar a exposição mais de uma vez. A entrada é gratuita, sem necessidade de bilhete; fica no piso de cima, na Paine Gallery, aberta às quintas-feiras até às 20h e de sexta-feira a domingo até às 17h.
Dois artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, escritos por extenso em balões de letras dourados de Mylar, presos a bancos e pesos, que vão murchando lentamente. A Misstropolis chamou a obra de «um retrato do próprio tempo».
Os aglomerados de letras douradas
Olhe para cima: os artigos 25 e 26 estão suspensos em densos ramalhetes de letras gigantes de Mylar dourado, demasiado apertadas para se lerem como frases.
O cordão de algodão branco
Observe de perto as linhas bem alinhadas de cordão branco que prendem cada aglomerado de balões aos bancos e pesos no chão.
A lenta perda de volume
As letras vão-se esvaziando ao longo da exposição; mais para o fim, vergam, enrugam e apoiam-se nas vizinhas mais cheias.
Quer ver todo o esplendor dourado, mas só consegue ir já perto do fim da exposição: as letras vão-se esvaziando ao longo de toda a temporada.