Pennsylvania Academy of the Fine Arts · Center City
Vinte e duas fotogravuras reproduzem as plantas baixas de museus importantes, tal como aparecem nos mapas para visitantes, e questionam a ideia do museu como repositório neutro e a forma como sua arquitetura molda aquilo que vemos.
Fred Wilson pegou os mapas para visitantes de dezoito museus de arte, antropologia e história natural da América do Norte e da Europa e apagou quase tudo. Em cada planta baixa, restaram apenas algumas palavras e ícones: termos ligados à conservação das coleções e símbolos dos serviços para visitantes. Daí o subtítulo: Entre o Big Bang e a arte moderna fica o banheiro.
O resultado são 22 fotogravuras, gravadas em tinta preta e branco-sujo, expostas na Works on Paper Gallery do Historic Landmark Building. Percorra a sequência comparando cada planta e seus símbolos remanescentes com a seguinte. Se a única coisa que você sempre procurou num mapa de museu foi o banheiro, Wilson chegou lá primeiro.
Vale conhecer Mining the Museum, de 1992, em que Wilson reformulou as exposições da Maryland Historical Society para trazer à tona as pessoas escravizadas que a coleção deixava de fora. No outro extremo dessa história, The Artist in His Museum (1822), de Peale, está pendurado na rotunda. A entrada está incluída no ingresso: US$ 25, ou US$ 15 às sextas-feiras, das 17h às 20h.
Os sinais que restaram
Procure as poucas palavras e os ícones que Wilson manteve em cada planta baixa, quase toda em branco: termos ligados à conservação das coleções e símbolos dos serviços para visitantes, dispostos nos contornos das galerias.
Você procura cores ou figuras: são 22 plantas baixas em preto e branco-sujo, com pouquíssimas palavras.
Crianças de até 12 anos não pagam; dos 13 aos 17 anos, o ingresso custa US$ 5.