iMusée d'Art Moderne de Paris (MAM) · 16.º arrondissement
Grande retrospetiva da artista libanesa-americana Simone Fattal, reunindo cerca de cem obras produzidas ao longo de cinquenta anos, das primeiras paisagens pintadas às cerâmicas e colagens.
A figura mais recente é Humbaba, criada em 2026: guardião da floresta de cedros, morto por Gilgamesh e Enkidu no mais antigo poema épico que conhecemos. Está junto de La forêt, uma série de grandes desenhos a tinta-da-china de árvores; para Fattal, a sua morte evoca a forma como tratamos hoje o ambiente.
Cerca de cem obras percorrem cinquenta anos e estão agrupadas por tema, não por data. O percurso começa com as primeiras telas de Beirute, de 1969 e 1970, em tons suaves de vermelho e azul inspirados nos tapetes do pai da artista, e segue até aos guerreiros de barro que começou a criar nos anos 1990, no contexto da guerra civil libanesa. Ao centro, reúnem-se cerca de trinta livros da The Post-Apollo Press, editora que fundou depois de uma editora rejeitar um poema de Etel Adnan, sua companheira.
A Sortiraparis considerou o percurso por vezes surpreendente, mas nem sempre fácil de apreender à primeira vista: leia os textos nas paredes. Os bilhetes custam 14 €, ou 12 € com desconto; a entrada é gratuita para menores de 18 anos. Às quintas-feiras, a exposição está aberta até às 21h30; recomenda-se vivamente reservar com antecedência.
Humbaba (2026)
Procure o novo guardião de cerâmica da floresta de cedros, inspirado no Épico de Gilgamesh, exposto junto dos grandes desenhos a tinta-da-china de árvores de Fattal, La forêt (2023).
Le Mont Sannine (1979)
Uma montanha pintada em tons de branco e rosa que se transformam, vista do estúdio de Fattal no décimo primeiro andar de um edifício em Beirute e delimitada por um último traço de giz vermelho.
Os guerreiros
Combatentes de barro estilizados, nascidos da guerra libanesa: um grupo numeroso está exposto ao lado de guerreiros feridos mais pequenos e de jovens figuras masculinas de pé.
La Suite en jaune N.1 (2016)
Rastos de tinta-da-china que lembram caligrafia, com tinta amarela cuidadosamente aplicada depois nos espaços entre as marcas.
A estante da The Post-Apollo Press
Cerca de trinta livros da editora que dirigiu entre 1982 e 2017, escolhendo os textos e concebendo ela própria as capas.
Prefere obras que se compreendem à primeira vista: um crítico observou que é preciso ler os textos nas paredes para acompanhar o percurso.
A entrada é gratuita para menores de 18 anos. A exposição é acessível a visitantes com mobilidade reduzida.