iLouvre · 1.º arrondissement
Uma exploração da relação da antiga Mesopotâmia com a água, percorrendo os primeiros canais e aquedutos e as consequências ambientais da primeira grande engenharia hidráulica da humanidade.
Por volta de 2450 a.C., Lagash derrotou a vizinha Umma na disputa pelo Gu’edena, uma fonte de água por cuja posse as duas cidades lutavam havia 150 anos. A Estela dos Abutres regista o episódio em texto e imagens, e o percurso do Louvre apresenta-o como possivelmente a primeira guerra pela água.
Cerca de uma centena de obras mesopotâmicas ocupa a sala 230, na ala Richelieu; a partir daí, um percurso assinalado a azul, com 27 peças, atravessa as galerias do Próximo Oriente. Todas pertencem à coleção do próprio Louvre. O percurso vai do Código de Hamurabi a um vaso cipriota para água, com doze toneladas e capacidade para cerca de 5 000 litros. Cada legenda termina com um painel «E hoje?», sobre barragens, seca ou sobrepesca. Hamurabi já obrigava a indemnizar os vizinhos cujas terras fossem inundadas por um dique mal conservado; a reclamação por danos causados pela água em Paris tem, assim, quase 3 800 anos.
A Artscape considerou o percurso inteligente e apelativo, e recomendou calçado confortável. O museu estima a visita em 45 minutos; a entrada está incluída no bilhete do Louvre. Às sextas-feiras, o museu está aberto até às 21h e há minivisitas guiadas de 20 minutos. As salas 227 a 230, incluindo a sala da exposição, podem encerrar às quartas-feiras.
A Estela dos Abutres
Na sala 236, texto e imagens esculpidas contam como Eannatum, de Lagash, derrotou Umma por volta de 2450 a.C., numa disputa por uma fonte de água.
O Código de Hamurabi
Na sala 227, o código de leis que obrigava todos os homens a conservar os seus diques e canais ou a indemnizar os vizinhos quando os inundassem.
O kudurru inacabado
Uma pedra de delimitação cuja inscrição ficou por gravar, com uma serpente com chifres, associada às águas subterrâneas, enrolada em torno da base e torres ameadas no topo.
O relevo de madeira de Sargão II
Na sala 229, soldados fazem passar troncos de árvores por mar, diante de cidades fortificadas, através de águas cheias de peixes e criaturas fantásticas.
O Vaso de Amathus
Na sala 316, um vaso de calcário proveniente de Chipre, com mais de doze toneladas e capacidade para cerca de 5 000 litros de água.
Cerca de 45 min
Procura uma única sala compacta: o percurso distribui 27 obras por todo o departamento do Próximo Oriente.
Quinze turmas escolares criaram um percurso infantil com textos de sala, acompanhado de um caderno descarregável. O ateliê Eau-riginal destina-se a famílias com crianças dos 6 aos 10 anos. A entrada é gratuita para menores de 18 anos.
iFondation Cartier pour l'art contemporain
iFondation Cartier pour l'art contemporain
iBourse de Commerce - Pinault Collection