iMAC/CCB – Museum of Contemporary Art and Architecture CentreBelém
Duas pinturas da artista espanhola de vanguarda Maruja Mallo, Basuras (1930) e Naturaleza viva (1943), percorrem os arredores de Madrid antes da guerra e o seu exílio na costa chilena.
Basuras, de 1930, é uma pintura de lixo. Maruja Mallo tomou como tema os resíduos e os restos abandonados nos arredores de Madrid antes da Guerra Civil, pintando-os a óleo sobre cartão para a sua série mais sombria, Cloacas y campanarios. Treze anos depois, já exilada na Argentina, pintou Naturaleza viva, uma natureza-morta construída com formas geométricas inspiradas nas formas marinhas que observara ao longo da costa do Pacífico.
É toda a exposição: duas pinturas no Piso 2, cedidas pela Fundación María José Jove, da Corunha, para a bienal Mostra Espanha. Em poucos passos, passa-se dos arredores de Madrid à costa chilena. Dalí chamou a Mallo «metade anjo, metade marisco»; o segundo quadro mostra qual das metades venceu.
Passe por lá se já estiver no MAC/CCB: as pinturas estão incluídas no bilhete normal do museu, que custa 15 €. A outra metade deste diálogo, Valencian Fisherwomen (1915), de Sorolla, está no MNAC, no Chiado, até à mesma data: 29 de novembro.
Duas pinturas de Maruja Mallo, cedidas para a Mostra Espanha: as lixeiras da Madrid dos anos 1930, em Basuras, e a costa chilena do seu exílio, em Naturaleza viva.
Basuras (1930)
Repare nos resíduos e nos restos abandonados nos arredores de Madrid antes da Guerra Civil, pintados a óleo sobre cartão e convertidos no tema central do quadro.
Naturaleza viva (1943)
Uma natureza-morta pintada no exílio, composta por formas geométricas inspiradas nas formas marinhas que Mallo observou ao percorrer a costa do Pacífico.
Procura uma retrospetiva abrangente de Mallo: são apenas duas pinturas.
iMAAT – Museum of Art, Architecture and Technology
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