Em cartaz em Boston
Uma imagem fixa translúcida de uma pessoa idosa envolta numa manta com padrão azul, branco e vermelho, numa sala pouco iluminada com um radiador e mantas empilhadas

MIT List Visual Arts CenterKendall Square, Cambridge

Hao Jingban: Sou testemunha (Hao Jingban: I Witness)

Em cartaz23 de outubro de 2026 – 28 de fevereiro de 2027Grátis

Combinando sensibilidade documental e construção poética, Hao Jingban cria videoinstalações caracterizadas pela precisão emocional, incisividade histórica e experimentação formal.

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Prévia: escrita antes da abertura da exposição

No ecrã central, algumas pessoas movem-se de olhos fechados enquanto outras observam. É uma oficina de movimento autêntico: quem se move segue os próprios impulsos, e quem testemunha acolhe o sentimento por trás de cada gesto. Noutro ponto, uma mulher mais velha que dorme sozinha levanta-se para limpar o frigorífico, enquanto um grupo de jovens caminha lentamente por um campo aberto.

I Witness (2025) é uma videoinstalação de três canais sobre o luto após a pandemia de COVID-19, que acompanha quatro pessoas a viver perdas diferentes. Hao trabalha lentamente e fora de campo, construindo uma relação de confiança com as pessoas que filma ao longo de meses ou anos. A banda sonora é um murmúrio de respirações pesadas e zumbidos semelhantes aos de um frigorífico. Esta é a sua primeira grande exposição individual num museu dos EUA, reunindo também outras obras recentes.

O visitante ocupa o lugar de uma das testemunhas, como propõe o Singapore Art Museum, que encomendou a obra em conjunto com outra instituição. O filme dura 54 minutos e 41 segundos; reserve esse tempo para a visita, em vez de contar com uma passagem rápida. A entrada é gratuita, e o List está aberto até às 19h às quartas e quintas-feiras.

Escolha da redação

Instalações de imagem em movimento que transformam imagens documentais em algo próximo da poesia, exibidas gratuitamente ao lado das obras de Uri Aran. A cinco minutos da estação Kendall da linha vermelha, cabe na pausa para o almoço de quem trabalha no setor de biotecnologia.

Não perca

  • A oficina de movimento autêntico

    Procure o ecrã central: nele, quem se move segue os próprios impulsos de olhos fechados, enquanto quem testemunha observa e apreende a emoção em cada movimento.

  • A mulher e o frigorífico

    Uma mulher mais velha que dorme sozinha levanta-se para limpar o frigorífico: uma das histórias de perda que atravessam o filme.

  • Os jovens no campo

    Um grupo de jovens caminha lentamente por um campo aberto, ao som do murmúrio da instalação: respirações e zumbidos semelhantes aos de um frigorífico.

Ideal para

  • Cultura barata
  • Visitas noturnas
  • Sozinho

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