Em cartaz em Berlim
Susanne Kriemann, Pechblende (Fever), 2026, película fotográfica exposta a radiação gama

C/O BerlinCharlottenburg

Susanne Kriemann: Na Febre do Sol Borboletas Esfvoejam no Estômago (Susanne Kriemann: In the Sun's Fever Flutter Butterflies in the Stomach)

Em cartaz12 de setembro de 2026 – 20 de janeiro de 2027Ingresso pago (veja o site)

After Nature Prize 26: A artista berlinense Susanne Kriemann investiga os vestígios da era atômica em antigas minas de urânio, recorrendo à autorradiografia na sua série Pechblende (Fever).

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Quando o soalho do novo estúdio de Susanne Kriemann, em Berlim, foi levantado, a sala encheu-se de escória. O contador Geiger não detetou nada, mas a escória cheirava a cavalo e continha ferraduras e fivelas. Hoje, serve de pigmento para serigrafias em papel feito com as aparas das tábuas do soalho; as antigas tábuas de abeto também integram a instalação.

No centro está Pechblende (Fever), criada sem câmara: minério de urânio colocado sobre plantas secas, recolhidas em escombreiras de antigas minas da Saxónia e da Turíngia já recuperadas, e disposto sobre película em folha durante pelo menos 14 dias. O visitante entra em salas com algumas serigrafias grandes, escuras e de veios marcados. Kriemann avisa que, ao princípio, não se perceberá o que se está a ver. Os fotógrafos que trabalham com película e insistem numa inspeção manual no aeroporto BER procuram evitar precisamente este tipo de exposição; ela, pelo contrário, convida-a.

Venha para observar com vagar, não à procura de cogumelos atómicos. Os bilhetes custam 15 €, são gratuitos até aos 18 anos e, na segunda-feira, 2 de novembro, a entrada é gratuita para todos. As visitas guiadas em alemão, depois do trabalho e acompanhadas por uma bebida, decorrem das 19h às 21h nos dias 22 de outubro, 19 de novembro e 17 de dezembro.

Não perca

  • Pechblende (Fever)

    Procure as imagens de veios marcados, ampliadas em película em folha e criadas ao colocar minério de urânio sobre plantas secas de antigas zonas de mineração de urânio, sem câmara nem luz.

  • As tábuas do soalho do estúdio

    Antigas tábuas de abeto retiradas do estúdio de Kriemann, em Berlim, incorporadas na instalação como uma cenografia específica do lugar, em diálogo com a Amerika Haus.

  • As serigrafias de escória

    Serigrafias cujo pigmento é escória escavada sob aquelas tábuas do soalho, impressas em papel que Kriemann fez com as aparas da madeira.

  • A película enterrada

    Película em folha não exposta, que Kriemann enterrou numa escombreira recuperada de uma mina de urânio perto de Dresden e que a radiação ainda presente no solo marcou.

Ideal para

  • Visitas noturnas
  • Sozinho
  • Moradores que já viram tudo
  • Nerds de carteirinha

Evite se

Se procura um espetáculo da era atómica: estas imagens de radiação são silenciosas, abstratas e feitas sem câmara.

Com crianças

A entrada é gratuita para visitantes até aos 18 anos, inclusive.

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