iFotografiska Stockholm · Södermalm
Esta exposição já terminou.
Instalação imersiva da artista sul-africana Lebohang Kganye sobre o lar, o mito e a memória.
Site do museuNuma das cenas, um homem varre meticulosamente uma rua, num gesto que a Kaltblut interpretou como um ritual de cuidado espiritual. É uma das cinco cenas que Lebohang Kganye encenou em torno de uma casa RDP em tamanho real: habitações de baixo custo que a África do Sul começou a construir sob a presidência de Mandela, em 1994.
Percorre-se a casa, divisão a divisão. As paredes são feitas de esculturas fotográficas em alumínio e aço, e as cenas partem de histórias dos bairros onde Kganye cresceu, muitas delas «muito bizarras»: uma família enredada nas histórias de um rato gigante e de uma velha, uma divisão à luz de velas onde a intimidade se torna ameaçadora. O título significa «fique em paz» em sesotho, mas, com uma ligeira alteração na pronúncia, evoca o tokoloshe, um espírito perigoso. Quem já tentou dizer «sju» a um sueco sabe quanto pode caber num só som.
Ao comentar a apresentação em Berlim, a Musée Magazine descreveu-a como «um ensaio no espaço e na matéria». A exposição termina a 18 de outubro. A entrada está incluída no bilhete de 195 SEK, e o Fotografiska está aberto todos os dias até às 23h00.
A casa RDP
Observe as paredes enquanto percorre a casa: toda a construção, em tamanho real, é feita de esculturas fotográficas em alumínio e aço, sólidas e fissuradas ao mesmo tempo.
Sussurros no ar (Whispers in the Air)
Na rua, um homem varre com meticuloso cuidado: uma tarefa quotidiana encenada como ritual de cuidado espiritual.
A determinação inabalável da noite (Night's Unwavering Resolve)
Uma família enredada nas histórias de um rato gigante e de uma misteriosa velha, encenada numa das divisões da casa.
Envoltos em sombras (Draped in Shadow)
Uma cena à luz de velas, em que a intimidade e o perigo coexistem sob a luz bruxuleante.
Se procura fotografias emolduradas nas paredes: trata-se de uma instalação encenada que se percorre por dentro.