iMuseo Carlo BilottiVilla Borghese
Uma exposição coletiva internacional com cerca de 30 obras – vídeos, pinturas, esculturas e instalações – que explora a domesticidade contemporânea a partir de uma perspectiva feminista, política e social, abordando questões como habitação, migração e crise ambiental.
A mãe de Selma Selman casou-se aos 13 anos e nunca teve o quarto de menina que desejava. A partir das recordações da mãe, reais e imaginadas, Selman desenhou esse quarto e criou-o numa impressão 3D. Aqui, A Pink Room of Her Own é um vídeo de quatro minutos e meio.
Junto a ele, cerca de 30 obras de 26 artistas exploram o que significa hoje ter uma casa: o trabalho de cuidado e a maternidade, a violência doméstica, as casas perdidas em guerras e catástrofes, a gentrificação. Depois de passar por Berlim e Brno, a exposição chega a Roma, inspirada em Womanhouse, o projeto feminista de uma casa criado por Judy Chicago e Miriam Schapiro em 1972. O percurso vai das formigas de Luana Perilli, impressas a partir de antigos livros de entomologia, a uma peça de tecido com 2,45 metros e uns chinelos de Thorsten Kirchhoff.
A exposição ocupa a Aranciera, a antiga estufa de laranjeiras da Villa Borghese. Reserve tempo para os vídeos: só Resolve, de Kathryn Cornelius, dura quase 12 minutos. Os bilhetes custam 7,50 € (6 € com desconto); a entrada é gratuita para residentes em Roma com documento de identificação e titulares do cartão MIC. Aberta de terça a sexta-feira, das 10h às 16h, e aos fins de semana até às 19h. A última entrada é 45 minutos antes do fecho.
Selma Selman, A Pink Room of Her Own
Um vídeo sobre o quarto de menina que a mãe de Selman nunca teve, depois de se casar aos 13 anos. Reconstruído a partir das recordações dela, o quarto surge como uma impressão 3D.
As formigas impressas de Luana Perilli
Três impressões em papel de arroz, retiradas de livros de entomologia do início do século XX, mostram as formigas como construtoras de uma casa partilhada.
Thorsten Kirchhoff, DIAL K FOR KIRCHHOFF
Procure os chinelos: o tecido e o calçado de casa compõem uma peça com 2,45 metros de altura.
Inés Fontenla, Soledad
Uma instalação de tijolos e um espelho, intitulada com a palavra espanhola para solidão.
Vai com crianças pequenas: as obras abordam violência doméstica, guerra e o casamento de uma mãe aos 13 anos.