iTate Britain · Westminster
O artista britânico-bengali Mohammed Z Rahman apresenta uma exposição em dois atos que explora o lar, o amor e a conexão através de pinturas inspiradas em histórias e memórias pessoais, exibidas ao lado de obras da coleção da Tate.
Do lado de fora de uma casa com telhado de palha feito de esparguete, uma criança salta à corda com um único fio comprido de massa. Mohammed Z Rahman imaginou a casa com uma sobrinha de seis anos e pintou-a em 2024. É a primeira coisa que se vê.
As dez obras estão distribuídas por dois pavilhões de madeira abertos dos lados, inspirados nos pavilhões das celebrações de casamento bengalis, um para cada «ato». No primeiro, a massa continua a aparecer em novas pinturas, incluindo uma receita em que os fios se transformam numa corda de saltar, numa capa de edredão e em cabelo — fazendo desta a única sala da Tate Britain onde o esparguete também serve de roupa de cama. O segundo parte de The Lovers, seis pessoas sob um cobertor elétrico, e vai de uma figura que chora entre os pertences de antigos amantes a uma caixa de transporte transformada numa caixa de bombons.
A revista The Wire chamou-lhe uma «pequena exposição inovadora»; e é mesmo pequena: dez obras, entrada gratuita, no piso superior. As informações da Tate para visitantes alertam para conteúdos emotivos e sensíveis. Aberta todos os dias, das 10h às 18h, até 8 de novembro.
The Spaghetti House, 2024
Uma casa com telhado de massa, cada janela abrindo para uma cena doméstica diferente, e uma criança do lado de fora a saltar à corda com um único fio de massa.
The Lovers, 2024
Seis pessoas num abraço apertado sob um cobertor elétrico, que tanto podem estar deitadas como de pé, a dançar; a obra retoma a carta de tarot com o mesmo nome.
A cama do desgosto amoroso
Uma figura chora na cama, rodeada pelos pertences de antigos amantes.
A caixa de bombons
Uma simples caixa de transporte transformada numa caixa de bombons, oferecida como gesto de amor.
A prateleira de caixas de fósforos
Caixas de fósforos alinhadas ao longo de uma parede exibem pinturas em miniatura de malaguetas, plantas, um pão e um copo meio cheio, numa referência ao modo como Rahman pintava em caixas de fósforos quando era adolescente.
Procura uma grande retrospetiva: são dez obras em dois pavilhões pequenos.