Em cartaz em Chicago
Detalhe de um painel da pintura monumental Paradise Lost, de Raqib Shaw

Art Institute of Chicago · Grant Park / Loop

Raqib Shaw: Paradise Lost

Em cartaz7 de junho de 2025 – 15 de novembro de 2026·$ 32

Uma pintura de 21 painéis, com mais de 30 metros de largura, conduz o público da solidão noturna da infância do artista na Caxemira, passando pelo frenesi do mundo da arte ocidental, até uma alvorada frágil e renovada.

À extrema esquerda, uma figura solitária com cabeça de tigre uiva para a lua, acima das montanhas do Karakoram. É Shaw ainda menino na Caxemira, escreve ele; nos pouco mais de 30 metros que se seguem, volta a aparecer: como um macaco acorrentado, a observar edifícios desabarem, e, perto do fim, numa cabana de nómadas, junto ao fogo, com o cão, Mr. C.

É uma única pintura, composta por 21 painéis, apresentada completa pela primeira vez nas Galleries 141–142. Shaw traça contornos dourados, preenche-os com esmalte automóvel aplicado com seringas, trabalha a superfície com um espinho de porco-espinho e incrusta cristais. Afaste-se para contemplar os mares revoltos e os palácios em ruínas; depois, aproxime-se para descobrir um babuíno numa cerejeira, a estrangular uma cria de corça.

Neil Steinberg, do Sun-Times, optou por não publicar fotografias; segundo o curador, nenhuma imagem consegue captar os detalhes. O crítico Chris Miller achou a obra «repulsiva e fascinante ao mesmo tempo». A entrada está incluída no bilhete do museu; à quinta-feira, o museu fica aberto até às 20h. A exposição encerra a 15 de novembro.

Não perca

  • O uivo para a lua

    Comece pela extrema esquerda, onde uma figura solitária com cabeça de animal uiva para a lua, de um penhasco acima das montanhas do Karakoram: é Shaw a retratar-se ainda menino.

  • A ave que deixa a gaiola dourada

    No painel seguinte, uma figura estilizada abre uma gaiola dourada e solta a ave — o momento que Shaw assinala como a sua rutura.

  • As serpentes adornadas com joias e o louva-a-deus de cristal

    No terceiro painel, uma figura amarrada está rodeada por serpentes que cintilam com joias e esmalte, uma delas com duas cabeças; um louva-a-deus incrustado de cristais está pousado sobre narcisos.

  • Shaw sob a cerejeira

    Perto do centro, Shaw aparece plenamente humano, sentado sob uma cerejeira em flor, com o cão ao colo; o seu próprio rosto grita do alto das cristas das ondas.

  • A cabana de nómadas

    Perto do fim, numa clareira da floresta, Shaw está sentado junto a uma pequena fogueira, numa cabana rudimentar, com o cão Mr. C; à volta de Shaw, veem-se veados e antílopes, e os recipientes estão vazios.

Ideal para

  • Visitas noturnas
  • Sozinho
  • Visitas de fora

Evite se

Procura uma arte que tranquilize: animais ensanguentados, uma cria de corça estrangulada e cidades em ruínas atravessam a obra.

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